quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

MONSTROS SAGRADOS

José Carlos Oliveira, entre Rubem Braga e Vinícius de Moraes; atrás, Paulo Mendes Campos, Sérgio Porto; ao Lado, Fernando Sabino.

Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira, Mario Quintana e Paulo Mendes Campos na casa do cronista Rubem Braga em 1966. 

Neste mesmo ano Francisco Buarque de Hollanda, ainda com dois éles, conquistaria o Brasil com a sua "Banda".

Por falar nele...



Que encontro, hein?


VINÍCIUS E BANDEIRA

SAUDADE DE MANUEL BANDEIRA
(Vinícius de Moraes. Poemas, sonetos e baladas, 1946)

Não foste apenas um segredo

De poesia e de emoção

Foste uma estrela em meu degredo

Poeta, pai! áspero irmão.


Não me abraçaste só no peito

Puseste a mão na minha mão

Eu, pequenino - tu, eleito

Poeta! pai, áspero irmão.


Lúcido, alto e ascético amigo

De triste e claro coração

Que sonhas tanto a sós contigo

Poeta, pai, áspero irmão?


RESPOSTA A VINICIUS
(Manuel Bandeira. Belo belo, 1948)

Poeta sou; pai, pouco; irmão, mais.

Lúcido, sim; eleito, não.

E bem triste de tantos ais

Que me enchem a imaginação.

Com que sonho? Não sei bem não.

Talvez com me bastar, feliz

- Ah feliz como jamais fui! -,

Arrancando do coração

- Arrancando pela raiz -

Este anseio infinito e vão

De possuir o que me possui.

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