domingo, 3 de fevereiro de 2008

PAULO ROBERTO



Memórias do tempo do império e a terrível morte do vice-rei.

O VICE-REI Dom Marcos de Noronha e Brito, o Conde dos Arcos, 1806-1808; preparou a cidade para receber e acomodar a Família Real Portuguesa.



Com a instalação da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro, o cargo de Vice-Rei do Brasil foi extinto e suas funções – no que diziam respeito à administração da cidade –, transferidas, parte para o Senado da Câmara e parte para os Intendentes-Gerais de Polícia, o que vigorou até a promulgação da Constituição Império. O primeiro Intendente foi Paulo Fernandes Viana. O regime colonial se extinguiu, na prática, em 1808; mas juridicamente sobreviveu até 1815 quando, por força da Convenção de Viena, o Brasil foi elevado à categoria de Reino, ainda que Unido ao de Portugal e Algarve.






Neste mesmo ano o Conde dos Arcos foi julgado por traição ao reino devido ao desvio de riquezas e contrabando de informações à França. Há o boato estapafúrdio de que Dom Marcos prestava serviços sexuais às esposas de diversos nobres e outros membros da comitiva real, sendo que um desses era amigo pessoal do príncipe regente e, fazendo-se valer desta amizade pediu que D. João tomasse providências sobre os fatos deploráveis que estavam ocorrendo no seio da corte portuguesa. E o Vice-Rei foi condenado a morte natural por forca.






Por vários anos após a morte do Conde dos Arcos as mulheres da corte ainda davam explícitos sinais de que tinham seus desejos mais ardentes saciados. Esta impressão durou por mais quatro décadas quando se soube que o escravo que cuidava dos jardins do palácio morreu subitamente no quarto de um dos oficiais da cavalaria imperial vítima de falência múltipla dos órgãos e sem maiores detalhes. Estranhou-se o número de nobres mulheres comparecendo ao enterro de um simples escravo.






Paulo Roberto foi entregue à terra na tarde quente de 6 fevereiro de 1855, mas antes teve seu instrumento de trabalho extraído e exposto num dos quartos secretos do Paço. Dias depois soube-se que a peça foi fatiada e distribuída pelas setenta e três mulheres que compareceram à cerimonia fúnebre. Nenhum historiador sério, porém, admite tal hipótese.

MAMINHA 2008




Memórias do tempo do império
e a terrível morte do vice-rei,


e Paulo Roberto.


Vai
Taca fogo no carvão
Faz dez litros de limão
Chama o povo pra cantar

Vai
Pega o surdo e o tantan
Que só para de manhã
E se a cerveja acabar

Tem
Trinta quilos de alcatra
E farofa de entrada
Pra quem ameaça desmaiar

Vem
Já saiu Paulo Roberto
Todo mundo vem pra perto
Que o Maminha vai tocar

Vai, Vai, Vai, Vai...

2 comentários:

Elika disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Paulo Roberto Ândel disse...

cara, é FUNDAMENTAL vc publicar também no Globoonliners!!!!!!!!!!!!!